
O Teatro de bolso Cidade Livre recebe o grupo de samba Angoleiros do Samba Chula com o show A BAHIA ESTÁ VIVA, dia 29, às 20h, com entrada gratuita.
O show do Angoleiros do Samba Chula tem como principais características a descontração, a diversão, o humor dos músicos e a interação com o público, sendo essa última primordial para a execução tradicional do trabalho. Por ter um estilo totalmente popular a banda já se apresentou em circos, teatros, terreiros, palcos etc.
A variedade de repertório e as incansáveis brincadeiras permitem que pessoas de todas as idades se divirtam e vivenciem o resgate da cultura baiana/brasileira do povo preto no Brasil. Crianças não ficam de fora: o movimento e brincadeiras proporcionados pelo samba chula encanta também as crianças e permite sua participação e interação.
SOBRE O GRUPO
O grupo musical Angoleiros do Samba foi criado no ano de 1987 e tinha como base musical o Samba de Roda. Influenciado por sambadores tradicionais como o Mestre Boca Rica, Mestre Bulebule, Mestre Ananias, Mestre Bigodinho, Mestre Gérson Quadrado dentre outros.
Entretanto, em 2016 com a visita do Mestre João do Boi e a banda Samba Chula São Braz do Recôncavo Baiano ao Ponto de Cultura Buracão arte, onde acontecem os ensaios e diversas apresentações, o grupo Angoleiros do Samba passou a se chamar Angoleiros do Samba Chula e a dedicar-se principalmente ao estilo musical samba Chula, o samba de roda, originário da região do Recôncavo Baiano, foi o primeiro gênero musical brasileiro a se tornar patrimônio oral e imaterial da humanidade pela Unesco, em 2005.
Por esse motivo o grupo Angoleiros do Samba Chula desenvolve uma das obras mais significativas no cenário musical Goiano. Desde os anos 80 o grupo desempenha papel fundamental no resgate e fomento de um dos mais antigos ritmos do samba brasileiro. O universo do samba chula do Recôncavo Baiano é profundo em identidade, tradição e expressões culturais.
O grupo Angoleiros do Samba Chula convida a todas e todos para conhecer o espaço Ponto de Cultura Buracão da Arte, onde acontecem aulas e rodas de capoeira angola lideradas pelos mestres Vermelho e Caçador. Também lugar onde o grupo musical se apresenta com frequência.
SERVIÇO:
Show: A BAHIA ESTÁ VIVA
Dia: 29/06 Horário: 20h Local: Teatro de bolso Cidade Livre
Classificação: Livre Entrada gratuita
Selecionada pelo IberCulturaViva, a atriz e gestora cultural comunitária, Takaiúna Correia representa o Ponto de Cultura no Congresso.

Entre os dias 10 e 18 de maio, acontece na Argentina o 4º Congresso Latino-americano de Cultura Viva Comunitária. Com representantes de 18 países o Congresso reuni artistas, agentes culturais e Pontos de Cultura Comunitários de toda latinoamerica.
Representando o Centro-oeste brasileiro, o Ponto de Cultura Cidade Livre participará do 4º Congresso Latino-americano de Cultura Viva Comunitária. Selecionada pelo Edital de Mobilidade do IberCulturaViva, a atriz e gestora cultural comunitária, Takaiúna Correia, está entre as 33 pessoas representantes de organizações comunitárias e povos originários do continente premiadas a participar do Congresso.
Presente no 3º Congresso que aconteceu em Quito/Equador (2017) a participação do Ponto de Cultura Cidade Livre na 4º Ed. na Argentina representa a continuidade da articulação com grupos e agentes culturais comunitários. Para Takaiúna Correia, “esse é um importante momento de encontro, partilha e troca de conhecimento com outros Pontos e em outras Redes de articulação.”
“Existem fantasmas que assolam a América Latina. Eles atrasam nosso desenvolvimento enquanto povo latino. Nossas ações de arte em comunidade precisam ser fortalecidas e o Congresso é o momento que impulsiona isso”, afirma Takaiúna, que a 10 anos pesquisa Teatro Comunitário.
Takaiúna, aponta como uma das ações principais que movem o seu trabalho o Teatro Comunitário. “Esse teatro feito pela comunidade, não se restringi em transformar as realidades locais de cada rua, de cada bairro da América latina, ele é a carne do fazer teatral”. No 4º Congresso, Takaiúna participará das ações que tratam do teatro comunitário no continente.
Territórios do Bem Viver
O Movimento de Cultura Viva Comunitária vem se consolidado como referência para organizações sociais, culturais e políticas através de iniciativas continentais entre atores e grupos culturais que promovem o bem comum de diversas práticas, coletivas e articuladas em diferentes territórios e comunidades, principalmente na América Latina.
A partir de 2013, com a articulação entre 17 países e mais de um milhão de experiências culturais, surge o Congresso Latino-americano de Cultura Viva Comunitária, que acontece a cada dois anos (1º Congresso CVC La Paz-Bolívia, 2013, 2º Congresso CVC San Salvador, El Salvador, 2015 e 3º Congresso CVC Quito, Equador 2017).
Com o tema Territorios do Bem Viver o 4º Congresso Latino Americano de Cultura Viva Comunitária se fortalece com a proposta de gerar um espaço de troca e articulação entre experiências e redes de cultura comunitária viva em todo o continente.
Nesta edição, o Congresso será itinerante e acontecerá em 04 cidades do país: Mendonza, Cordoba, Entre Ríos e Buenos Aíres. O tema norteador será o território do Bem Viver que parte do atual cenário continental em que cotidianamente é roubado o seu patrimônio cultural, por meio da voracidade de um capitalismo patriarcal e suicida.
Com circulação por Uberlândia e Belo Horizonte –MG - o IV Circulandô: Ações Artísticas e Formativas do Curso de Dança da UFU chega nessa sexta e sábado em Aparecida de Goiânia

Nos dias 14 e 15 de Dezembro o Teatro Cidade Livre recebe 04 performances de artistas do curso de dança da Universidade Federal de Uberlândia. Com as apresentações gratuitas e classificação indicativa livre, a circulação encerra as atividades do ano do Teatro.
De forma poética e política, temáticas como invisibilidade da população negra brasileira, aspectos da cultura oriental, por meio da dança árabe, relações de gênero e seus desvios normativos são abordagens das apresentações.
PROGRAMAÇÃO
14/12 - SEXTA
19h - PREtexTO - Cor[age] do artista Alexandre ROIZ
Solo de Dança Contemporânea que tem como mote a invisibilidade da população negra brasileira através dos tempos gerada pelo racismo estrutural que segrega, invisibiliza e mata excluindo-a das instâncias de representação, poder e ensino. Da minha pele, ressalto os índices: embora a população negra seja maioria no país, é minoria nas universidades entre seus membros discentes, docentes e técnicos.
20h 30min – Quimera da artista Thássia Camila
Solo de dança contemporânea que revisita elementos da cultura oriental, em especial das danças árabes e da mitologia indiana, referenciados nas misturas multiculturais com o ocidente. A pesquisa reafirma o repertório de movimento da dançarina ao mesmo tempo em que promove reflexões sobre a valorização do feminino e sobre a necessidade de se criar estratégias de empoderamento que se opõe às construções machistas da sociedade.
15/12 – SÁBADO
17h – Tremores da artista Renata Britto
Release: Uma fresta de poesia em luz. Metáforas de um universo em mim, maior do que agora vejo. Sensível. Fotossensível. Eu imagem. Fotos que escrevo com carne, letra e luz. Fotografia. Movimentos invisíveis atravessam o que se vê. Movimentos visíveis enormes em miudezas. Suor. Misterioso poema fluindo entre os poros e pêlos. E brilha. Mistérios. Em queda livre ao oceano de minha mente, escondo-me... Revelo-me... Sou. Atenção. Ceder à experiência. Escutar o que os pássaros têm a dizer. Ouça-os, antes que fujam de ti.
18h 30min - Criança viada, adulto na lambada do artista Ricardo Moraes
Solo de dança contemporânea que reflete relações de gênero e seus desvios normativos, trazendo memórias autobiográficas que entremeiam infância, adolescência e a vida adulta marcadas por preconceitos, abusos, superações e um desejo oculto de fama e luxuria.
